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BG1 - Terreiro - Ileobalokê
Simbolo - Terreiro - Ileobalokê
Projetos - Terreiro - Ileobalokê

Sob a liderança do artista plástico Rodrigo Siqueira, a comunidade vem desenvolvendo projetos com jovens em situação de risco social. Através de oficinas, estes jovens tem acesso à confecção de esculturas, técnicas de desenho e cinzelamento, esta última, fundamental na confecção de objetos litúrgicos. 

Desde o ano de 2021, o antropólogo Vilson Caetano de Sousa Júnior, a partir da alimentação ritual ou dos alimentos tradicionais de origem africana preservados no Brasil nas comunidades terreiros, com o auxílio de mulheres da comunidade, vem desenvolvendo o Projeto Intitulado “De comer com os Orixás.” Este Projeto é constituído por um restaurante sazonal que funciona desde o ano de 2023 no próprio terreiro que serve comidas contemporâneas a partir da culinária ritual dos orixás. A primeira edição do projeto chamou-se “comendo com Exu” e contou com um menu de sete pratos inspirados nas bebidas e comidas deste orixá, todas preparadas dentro da comunidade com produtos adquiridos na feira de São Joaquim, uma das maiores do Brasil, localizada na cidade de Salvador. Faz parte também do projeto “De comer com os Orixás”, a realização de uma série de oficinas destinadas a grupos formados de até 15 pessoas com a finalidade de captação e geração de renda, sobretudo de mulheres negras,  que atuam no “mercado de comida.”   

Compreendendo a comida como história e a sua importância como demarcador de identidades negras africanas na diáspora, a Casa do Rei e Senhor das Alturas, no final da visita guiada que disponibiliza à colégios de ensino fundamental, instituições de nível superior e grupos que fazem parte da trade turística, seja do gastronômico ou religioso, serve aos participantes um menu degustativo comentado composto por comidas africanas tais como o efó, o akará, o olelé, o assarô, o ekó, o aluá, dentre outras.  Esta atividade tem a função de demonstrar que “existe uma cozinha africana no Brasil.” Trata-se de comidas e bebidas, preservadas em algumas comunidades terreiros tradicionais da cidade de Salvador que tem a cozinha votiva dos seus orixás como um dos seus maiores patrimônios, e que por isso, devem ser preservadas. Como já mencionamos, alguns ingredientes utilizados na preparação destas comidas são adquiridos nas feiras, mas há também uma pequena parte colhida no entorno da comunidade como algumas folhas utilizadas no preparo do efó. 

A afirmação da arte sacra de origem africana e a importância dada às cozinhas da África Ocidental presentes neste terreiro de candomblé, colocadas como instrumentos de empoderamento da população negra e consequentemente enfrentamentos e combate ao racismo, fazem esta comunidade se destacar no cenário constituído por outras religiões de matriz africanas e justifica o seu reconhecimento num Prêmio Sabores e Saberes : Comidas de Terreiro, conferido pela Fundação Cultural Palmares no ano de 2025 como uma comunidade que vem contribuindo com a consolidação, afirmação e preservação de saberes africanos no Brasil. 

Outro projeto que tem se destacado é a “Visita Guiada ao Ilê Obá L´Okê oferecida a grupos de 15 a 20 pessoas que percorrem os espaços da comunidade guiadas por histórias que fortalecem as identidades negras e africanas.  Esta experiência coloca os participantes em contato com as várias visões de mundo continuadas no Brasil. A visita geralmente é finalizada com um menu degustação de comidas africanas.  

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